Tem sido sempre assim, portanto assim será. De vez em quando, recolho-me a um canto, desenterro o lápis e o papel, e desato a escrever um postal. É caso raro, que depende mais de condições exteriores do que de estados de alma. Desta vez, começou o Verão. Veio de mansinho, com patas de veludo. Chove, mas não incomoda: Até é musical o som das gotas a caírem. Está escuro, mas a mata filtra a luz electrizante. Está frio, uma frescura agridoce.

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