Não sou muito de planear as minhas visitas. Se acontece ter que viajar por qualquer motivo - antes era mais por necessidade de negócio ou de formação, hoje mais como acompanhante ou como lobo solitário - aproveito o melhor possível o facto de estar fora, ao descuido de antecipações, visitando parques e jardins. 

Estas visitas são, geralmente, errâncias, um andar por aqui e por ali em que são as pernas e os pés, e não os olhos e os ouvidos, que descobrem os lugares e as suas maravilhas. Nelas sou apenas um perdido, uma consciência que se deixa ir na ignorância de como voltar. É no regresso a casa, no repouso das canseiras, que faço todos os planos do que fiz. Munido dos recursos da internet, procuro e comparo exaustivamente informação sobre os sítios onde fui, procuro dar sentido ao que vi, redescubro o que olhei e não vi, revejo notas e classifico fotografias que tirei e tento compreender o que registei.

De certa maneira, redesenho o itinerário ideal e parto mentalmente para a visita que faria cumprindo este meu plano a posteriori. E convido os meus visitantes (1) a fazer comigo esta viagem.

 

(1) Este postal foi publicado inicialmente no sítio Visitas a Jardins e transferido para aqui em 2019-10-09 durante o processo de fusão dos dois sítios.

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